Em emblemas

Lorenzo Lotto, entarsia, Bérgamo
Para tudo o que não está escrito, é necessário que a imaginação abra as portas à luz

O burro do céptico Timão guia o louco que avança, de compasso e espelho do mundo, entre uma máscara vesga e outra sem olhos.

A cabeça engaiolada, o oroboros da circularidade da demanda; o reflexo da loucura do mundo no espelho com a lentilha da traição de Judas.
O Burro de Ouro de Apuleio ou a submersão do faraó; a cegueira provocada pela avidez do dinheiro e o burro que transporta os mistérios do mundo.

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E bizarrias maneiristas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Giovanni Battista Braccelli Bizzarie Di Varie Figure (1624)

Dos manequins surrealistas
manequim com a cabeça engaiolada- André Masson, fotografia de Man Ray, Exposição Surrealistas, Paris, 1938

André Masson, fotografia de Man Ray, Exposição Surrealistas, Paris, 1938

Entre o animado-inanimado; sexo-assexuado; masculino-feminino; homem-máquina, e vida-morte.
Das meninas líquidas venusianas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As apolinárias Mammelles do velho Tirésias

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dali, Dream of Venus, 1939

Um homem oco de cabeça vazia: Leonardo da Vinci, o velho pederasta, a ser saqueado de todos os dados intelectuais e imaginativos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O terapeuta que perdia a cabeça nelas

René Magritte. La Thérapeute. 1941. Gouache sur papier. 47.6 x 31.3 cm

(…)
The old healer
Returned from a dip in the sea
Put on his trousers
his boots
his cloak
his hat
Picked up his stick
his sack
his cage of doves [clanging its door to]
And set off on his banal journey
When Magritte died.

George Melly

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